Significado do Nome Claudio

(Ex.: Maria, João ou José Silva)

Claudio

Gostou do nome Claudio? Vote aqui:

Claudio é um nome Masculino.

A origem do nome Claudio é Latim.

Significa o que anda com dificuldade e indica uma pessoa que, graças ao seu caráter arrebatador e audacioso, consegue dirigir suas energias de modo a atingir seus objetivos sem demasiado esforço.

Derivado do nome pessoal CLAUDIO, O coxo.

Numerologia do nome Claudio

Número da ambição é 1: Realizar coisas, assim como de encorajar, aconselhar e orientar outras pessoas.

Número da personalidade é 1: Realizar coisas, assim como de encorajar, aconselhar e orientar outras pessoas.

Número da expressão é 2: Através de suas habilidades diplomáticas, consegue tudo o que quer, sem precisar lutar muito. Justamente por conhecer suas habilidades muitas vezes omite o próprio ponto de vista.

Resumo do nome Claudio

Muito amorosa e compreensiva, a pessoa de personalidade 2 adora dar atenção aos outros, principalmente para a pessoa amada. O medo da doença faz com que busque sempre uma alimentação mais saudável. São muito atentas e compenetradas. Por ser muito diplomática e ter grande facilidade de adaptação, convive muito bem em todos os ambientes que frequenta. É muito recatada no amor e sempre o compara ao sexo.

Pontos positivos

Tato, Diplomacia, Paciência, Cooperação, Companheirismo

Pontos negativos

Dúvida, Dependência, Submissão, Passividade, Insegurança

Outras informações do nome Claudio

Tibério Cláudio César Augusto Germânico (em latim Tiberius Claudius Caesar Augustus Germanicus; Lyon, 1 de agosto de 10 a.C. — Roma, 13 de outubro de 54 d.C.) foi o quarto imperador romano da dinastia Júlio-Claudiana, e governou de 24 de janeiro de 41 d.C. até a sua morte em 54. Nascido em Lugdunum, na Gália (atual Lyon), foi o primeiro imperador romano nascido fora da Península Itálica.

Permaneceu apartado do poder pelas suas deficiências físicas, coxeadura e tartamudez, até o nomear seu sobrinho Calígula, após tornar-se imperador, como cônsul e senador.

A sua pouca atuação no terreno político, que representava a sua família ,serviu-lhe para sobreviver nas diferentes conjuras que provocaram a queda de Tibério e Calígula.

Nesta última conjura, os pretorianos que assassinaram o seu sobrinho encontraram-no atrás duma cortina, onde se escondera acreditando que o iam matar. Após a morte de Calígula, Cláudio era o único homem adulto da sua família. Este motivo, junto à sua aparente debilidade e a sua inexperiência política, fizeram que a guarda pretoriana o proclamasse imperador, pensando talvez que seria um títere fácil de controlar.

Em que pesem as suas taras físicas, a sua falta de experiência política e ser considerado tolo e padecera complexos de inferioridade por causa de burlas desde a sua infância e estigmatizado pela sua própria mãe, Cláudio foi um brilhante estudante, governante e estrategista militar, além de ser querido pelo povo.

O seu governo foi de grande prosperidade na administração e no terreno militar. Durante o seu reinado, as fronteiras do Império Romano foram expandidas, produzindo-se a conquista da Britânia. O imperador tomou um interesse pessoal no Direito, presidindo juízos públicos e chegando a promulgar vinte éditos por dia.

Em qualquer caso, foi visto como uma personagem vulnerável, especialmente entre a aristocracia. Cláudio viu-se obrigado a defender constantemente a sua posição descobrindo sedições, o que se traduziu na morte de muitos senadores romanos.

Cláudio também enfrentou sérios reveses na sua vida familiar, um dos quais poderia ter suposto o seu assassinato. Estes eventos danificaram a sua reputação entre os escritores antigos, se bem que os historiadores mais recentes têm revisado estas opiniões.

Vida

Cláudio nasceu em Lugdunum, na Gália (atualmente a cidade de Lyon, na França), e recebeu o nome de Tiberius Claudius Drusus Nero Germanicus.

Os seus pais foram Nero Cláudio Druso, questor e pretor, irmão de Tibério, e Antônia, filha de Marco Antônio e Octávia, quem pela sua vez era irmã de Octávio Augusto. Teve dois irmãos maiores, Germânico e Livila.

Pode que Antônia tivesse outros dois filhos, mortos em idade temporã. Durante o seu reinado, Cláudio reviveu o rumor de que o seu pai, Druso, era na realidade o filho ilegítimo de Augusto.

Em 9 a.C., Druso faleceu inesperadamente, possivelmente por causa de uma ferida. Cláudio ficou então a cargo de sua mãe, que nunca voltou a casar-se.

Contudo, com o passar do tempo começaram a manifestar-se a longa série de aflições e taras físicas de Cláudio que, quando se tornaram evidentes, esfriaram a relação com a sua família. Aparentemente Cláudio acrescentou alguma disfunção física a uma síndrome de complexo de inferioridade que seria reforçada pela sua própria mãe.

Antônia referia-se a ele como um monstro, e utilizava-o como exemplo de estupidez. É provável que o deixasse com a sua avó, Lívia, por alguns anos. Lívia foi pouco mais amável com ele, e com frequência enviava-lhe curtas e iracundas cartas de reproche.

Desde o princípio Cláudio foi considerado um personagem inaceitável para o cargo de imperador.

A imposição da toga viril foi feita em segredo e Augusto relegou-o a um posto secundário no cargo sacerdotal. Cláudio ficou sob o cuidado de um "antigo condutor de mulas" para que o mantivesse sob uma certa disciplina, partindo da lógica de que a sua condição era devida ao relaxamento e à falta de espírito.

Contudo, quando alcançou a adolescência, as suas sintomas aparentemente desvaneceram-se, e a sua família fixou-se nos seus interesses acadêmicos. Em 7, Tito Lívio foi contratado como tutor do moço para lhe ensinar história, com a assistência de Sulpício Flávio. Cláudio passou muito tempo com este último, bem como com o filósofo estoico Atenodoro Cananita. Augusto, segundo uma carta, ficou surpreendido frente da claridade da oratória de Cláudio e começaram a formar-se expetativas sobre o seu futuro.

Cláudio dedicou-se aos estudos e destacou-se em matérias como matemáticas, gramática, geometria e sobretudo história. Aprendeu medicina e grego, que chegou a falar com fluidez, e leu com avidez as obras de Atenodoro.

Finalmente, foi o seu trabalho como historiador o que acabou com a sua incipiente carreira política. Segundo Vincent Scramuzza e outros, Cláudio começou a trabalhar numa obra a respeito da história das guerra civil romana que pôde ter sido verídica demais, ou bem crítica demais com Augusto. Em qualquer caso, era demais pronto para um fato como esse, e pôde ter servido simplesmente para lembrar a Augusto que Cláudio era descendente de Marco Antônio. A sua mãe e a sua avó agiram depressa para terminar com isso, embora a experiência pôde ter-lhes servido como amostra de que Cláudio não era preparado para um cargo público, ao não parecer o bastante digno de confiança. O fato é que que retomou o trabalho narrativo mais adiante na sua vida, Cláudio saltou a época das guerras acontecidas durante o Segundo Triunvirato. Além disto, foi a última pessoa a ler em etrusco, língua do povo que governou inicialmente Roma.

Contudo, o dano já estava feito, e a sua família tirou Cláudio da esfera política. Quando foi erigido o arco do triunfo de Pavia em honra ao clã imperial em 8 d.C., o nome de Cláudio (nesse momento Tibério Cláudio Nero Germânico após ascender ao grau de pater familias da família dos Claudio-Nerones com a adoção do seu irmão) ficou inscrito com os príncipes falecidos, Caio César e Lúcio César, e com os filhos de Germânico. Até mesmo existem especulações a respeito de que Cláudio pôde ter acrescentado a inscrição décadas mais tarde, e que originalmente nem sequer aparecia. Contudo, e embora ficasse separado, Augusto chegou a nomeá-lo representante dos cavaleiros de Roma.

Quando Augusto faleceu em 14, Cláudio apelou para o seu tio, o novo imperador Tibério, para que lhe permitisse começar o cursus honorum. Tibério respondeu dando a Cláudio uma distinção consular. Contudo, quando Cláudio voltou a solicitar um cargo político foi recusado. Tibério não era mais generoso que Augusto, e Cláudio retirou-se para levar uma vida privada de caráter mais acadêmico.

Escreveu várias obras de história, entre as quais se encontra uma dedicada aos Cartagineses e aos Fenícios, outra sobre a história etrusca, um tratado sobre o jogo dos dados, uma autobiografia e a mais extensa e polêmica, uma obra sobre a história de Roma desde Octávio Augusto, com todas as guerras civis. Plínio o Velho incluiu-o na listagem dos 100 escritores mais importantes.

À morte de Augusto, os equites, ou cavaleiros romanos, escolheram Cláudio para encabeçar a sua delegação. Quando a sua casa ardeu, o senado exigiu que fosse reconstruída e que o custo fosse suportado pelo erário público, bem como que Cláudio fosse admitido nos debates daquela casa. Tibério recusou ambas as solicitações.

Durante o período imediatamente posterior à morte de Júlio César Druso, o filho de Tibério, Cláudio foi assinalado por algumas facções políticas como possível herdeiro, o qual de novo sugestiona o caráter político da sua exclusão do âmbito familiar. Contudo, isto coincidiu com o período de máximo apogeu do poder e terror do pretoriano Sejano.

Após a morte de Tibério, chegou ao poder Calígula, quem decidiu outorgar a Cláudio responsabilidades políticas. Em 37, designou-o como o seu companheiro no consulado, ao mesmo tempo que o nomeava senador. Com isso parece que Calígula visava revitalizar a lembrança do seu falecido pai, Germânico. Contudo, e apesar disso, Calígula atormentava o seu tio burlando-se dele, fazendo-lhe pagar enormes somas de dinheiro e até mesmo humilhando-o frente ao Senado fazendo claras referências as suas deficiências. Segundo Dião Cássio, Cláudio voltou-se doentio e magro em finais do reinado de Calígula, muito possivelmente por causa de stress.

Calígula foi assassinado a 24 de janeiro de 41, vítima de uma conspiração na qual estavam envolvidos o próprio comandante da guarda pretoriana, Cássio Querea, e vários senadores romanos. Não existe evidência de que Cláudio tivesse a ver com o assassinato, embora se argumentasse que conhecia o complô, pois abandonou a cena do crime pouco antes dos fatos. No caos posterior ao assassinato, Cláudio viu como os guardas germanos matavam vários aristocratas que não eram envolvidos na conspiração, incluindo alguns dos seus amigos. Preocupado pela sua própria sobrevivência, Cláudio fugiu do palácio para se esconder. Segundo os relatos tradicionais, um pretoriano chamado Grato encontrou-o escondido detrás de uma cortina, com medo a que também o mataram a ele, e inesperadamente proclamou-o imperator.

Também é possível que uma seção da guarda tivesse planejado buscar Cláudio. Pode até mesmo que com a aprovação do próprio Cláudio, caso ser certo que estava a par do que ia acontecer. De qualquer forma, o batalhão assegurou que não buscava vingança e Cláudio acompanhou-os até o acampamento pretoriano, onde foi proclamado imperador.

A coxeira e a tartamudez que padecia possivelmente evitaram-lhe o fatal destino sofrido por muitos nobres durante as purgas de Tibério e o irracional reinado de Calígula. Com o assassinato de Calígula, com parte da sua família e a maioria dos seus seguidores, Cláudio ficou como o único homem adulto da sua família.

O senado reuniu-se depressa e começou a debater um câmbio de governo que acabou degenerando numa discussão sobre quem deveria ser agora o novo princeps. Quando conheceram a proclamação de Cláudio pela guarda pretoriana, exigiram que Cláudio fosse apresentado para aprovação. Cláudio recusou, sentindo o perigo que suporia ceder à sua exigência. Alguns historiadores, e em particular Josefo, sustêm que Cláudio obrou assim por conselho do rei de Judeia, Herodes Agripa I. Em todo caso, uma versão anterior dos mesmos fatos relatada pelo mesmo autor diminui a influência de Herodes pelo qual não é possível conhecer em que medida pôde este influir. Finalmente o Senado viu-se obrigado a claudicar e, em contraprestação, Cláudio perdoou quase todos os assassinos.

Foi finalmente entronizado a 24 de agosto de 41. O senado exigiu que renunciasse ao seu título de imperator. Cláudio aceitou, possivelmente por ter uma ideologia republicana, embora tenha conservado o de Augusto. O seu segundo gesto inteligente foi o de entregar à guarda pretoriana 15.000 sestércios, procedentes da herança familiar, para obter o seu favor.

Cláudio efetuou uma série de passos com o fim de legitimar o seu governo frente de possíveis usurpadores do trono, a maioria enfatizando o seu lugar dentro da família Júlio-Claudiana. Adoptou o nome "César" como cognome, dado que continuava tendo muito peso entre o povo. Para isso foi tirado o cognome "Nero", que adotara como paterfamílias dos Cláudio Nero quando o seu irmão Germânico foi adotado em outra família. Embora nunca chegasse a ser adotado por Augusto ou pelos seus sucessores, Cláudio era neto de Octávia, pelo qual ficava legitimado para ostentar o nome dessa família.

Também adotou o título "Augusto", como fizeram os dois imperadores anteriores ao chegar ao trono. Manteve o nome honorífico "Germânico" para mostrar com isso a sua conexão com o seu irmão, considerado um herói pelos romanos. Deificou a sua avó paterna, Lívia, para sublinhar a sua posição como esposa do divino Augusto. Finalmente, Cláudio usava frequentemente o termo "filius Drusi" (filho de Druso) nos seus títulos, para recordar ao povo o seu já legendário pai, e assim ser atribuída parte da sua reputação.

Ao ter sido proclamado imperador pela Guarda Pretoriana e não pelo Senado, o qual marcou um precedente na história de Roma, a reputação de Cláudio sofreu entre os historiadores e escritores antigos, tais como Sêneca. Além disso, foi o primeiro imperador que recorreu ao suborno como forma de se assegurar a lealdade do exército. Isto, no entanto, não é totalmente exato pois Tibério e Augusto deixaram presentes para o exército e a guarda no seu testamento, e à morte de Calígula parece que se aguardava o mesmo, se bem que não existia nenhum testamento. Cláudio demonstrou a sua gratitude à Guarda Pretoriana e até mesmo durante a primeira parte do seu reinado chegou a ordenar a cunhagem de moedas nas quais honrava os pretorianos.

Durante o reinado de Cláudio o império atravessou o seu período de maior expansão após a época de Augusto. Foram anexadas, por diferentes motivos, as províncias de Trácia, Nórico, Panfília, Lícia e Judeia. A anexação da Mauritânia começara sob o governo de Calígula, e foi completada com a derrota das forças rebeldes e a divisão em duas províncias imperiais. Contudo, a nova conquista de maior importância foi a da Britânia.

Nos princípios do seu reinado, ao chegar ao trono, Cláudio deu-se conta de que carecia de conexões no exército romano, pelo qual, quase imediatamente, planejou a invasão da Britânia (o território correspondente ao atual sul e centro da Grã-Bretanha). Esta começou em 43. Cláudio mandou o general Aulo Pláucio no comando de quatro legiões após a chamada de auxílio de uma tribo aliada. Britânia era um objetivo muito atrativo para Roma devido às suas riquezas naturais, nomeadamente na mineração e como fonte de escravos. Também era um lugar de asilo para os rebeldes gauleses, pelo qual não podia permanecer sem controlo.

Uma vez que Aulo Pláucio estabeleceu uma cabeça de ponte na ilha, Cláudio foi pessoalmente a Britânia levando consigo reforços militares e até mesmo elefantes de guerra, fato que elevou enormemente o seu carisma entre os legionários. Aparentemente, os elefantes causaram uma forte impressão nos britânicos durante a captura de Camulodunum. Marchou-se 16 dias depois, embora permanecesse nas províncias um tempo. Em 44, pôde celebrar finalmente um grande triunfo com a vitória completa na Britânia, triunfo concedido pelo senado pelos esforços realizados. Naquele então, somente os membros da família imperial podiam receber essa honra. Cláudio, mais adiante, levantaria a restrição em favor de alguns dos seus generais.

Foi-lhe outorgado o título honorífico "Britânico", em honra das suas conquistas, mas somente o aceitou em favor do seu filho, e nunca o utilizou formalmente para ele próprio.

Quando Caractaco, o líder da resistência britana, foi finalmente capturado em 50, Cláudio indultou-o pela sua nobre atitude (o castigo era a pena de morte) e terminou os seus dias numa das províncias romanas. Isso implicou um final pouco comum para um general inimigo, embora também pudesse servir para acalmar a oposição na ilha. Cláudio ordenou destruir qualquer símbolo pertencente à religião celta ou druidismo, e muitos templos foram demolidos.

Além disso, e à parte da já mencionada anexação de Trácia, Nórico, Ilíria, Mauritânia, Panfília, Lícia e Judeia como províncias do Império Romano, Cláudio fortaleceu as fronteiras com Germânia. Ganhou um grande respeito por estas conquistas. Galba e Vespasiano, que depois seriam imperadores, efetuaram grande parte das suas respectivas carreiras nestas campanhas militares.

Cláudio efetuou um censo em 48 no que se contabilizaram 5.984.072 cidadãos romanos, o qual supõe um acréscimo de ao redor de um milhão de cidadãos desde a morte de Augusto. Cláudio ajudou a incrementar o número mediante a fundação de colônias às quais se garantia a cidadania romana. As colônias com frequência eram formadas a partir de comunidades já existentes, e sobretudo aquelas cujas elites puderam levar o seu povo a apoiar a causa romana. Foram estabelecidas novas colônias nos novos territórios ou nas fronteiras do império para permitir uma fácil defesa dos territórios quando for necessário.

Cláudio preocupou-se especialmente do transporte. Construiu canais e estradas por toda a Itália e pelas províncias. De todos os canais destaca-se o que construiu do rio Reno até o mar e, quanto às estradas, foi muito importante a que ligava Itália e Germânia, ambas começadas pelo seu pai, Druso. Mais próximas a Roma, foram as construções do canal navegável no Tibre até Portus, o seu novo porto justo a norte de Ostia. Este novo porto foi construído num semicírculo com dois diques e um farol na sua boca. A nova construção também permitiu reduzir os casos de inundações em Roma.

O porto de Ostia foi parte da solução de Cláudio para a constante escassez no fornecimento de grãos a Roma que se produzira durante o Inverno, depois da temporada de navegação em Roma. Outra parte foi assegurar as embarcações mercantes de grão que estivessem dispostas a viajar para o Egito fora de temporada. Outorgou a estes navegantes privilégios especiais, incluindo a cidadania romana e a isenção da Lex Papia Poppaea, uma lei que regulava os matrimônios. Finalmente, eliminou os impostos que Calígula estabelecera sobre a comida, e reduziu mais os impostos naquelas comunidades que sofriam fomes.

A última parte do plano de Cláudio foi incrementar a quantidade de terra disponível para a agricultura na Itália. Para isso mandou secar o lago Fucino, com o objeto de transformar o terreno em terra cultivável, e para que o rio próximo do lago fosse navegável todo o ano. Foi escavado um túnel no leito do lago, mas o plano fracassou. O túnel não era bastante grande para transportar a água, o qual provocou que colapsasse ao ser aberto. A inundação resultante barreu uma exibição de gladiadores que estava decorrendo para comemorar a inauguração, e obrigou a Cláudio a correr para salvar a sua vida com os demais espectadores.

Em qualquer caso, a ideia não era má, e muitos outros imperadores e governantes a consideraram, incluindo Adriano e Trajano ou, já na Idade Média o Imperador do Sacro Império Romano Germânico Frederico II. Finalmente o projeto foi executado no século XIX pelo príncipe de Torlônia Para isso, o príncipe expandiu o túnel de Cláudio até três vezes o seu tamanho original.

Cláudio julgou pessoalmente muitos dos pleitos suscitados durante o seu reinado. Os historiadores antigos, contudo, queixam-se deste fato, indicando que os seus julgamentos eram variáveis e que ocasionalmente nem sequeira seguia o estabelecido na lei. Também alegam que era facilmente influenciável. Em qualquer caso, Cláudio pôs atenção no funcionamento do sistema judiciário. Estendeu a duração da sessão de verão e da de Inverno, encurtando os descansos tradicionais. Também promulgou uma lei que exigia aos demandantes permanecer na cidade enquanto os seus casos se estiveram julgando, dado que aos defensores já era requirido. Essas medidas tiveram o efeito de agilizar os casos pendentes. Por outro lado, a idade mínima para ser jurado foi incrementada a 25 anos para assegurar um jurado com maior experiência.

Cláudio também dedicou interesse às províncias; tentou convencer numerosos homens ricos das províncias para que adotassem a cidadania romana e se estabelecessem na capital para fazer fortuna. Até mesmo favoreceu a nomeação destes "novos romanos" como senadores, o que conduziu a uma certa xenofobia. Neste clima de admissão de novos senadores, Cláudio solicitou no Senado a entrada da aristocracia gaulesa, como indica a Tabula Lugdunensis.

Mostrou interesse pelas leis, presidindo juízos públicos e decretando mais de 20 éditos por dia. Derogou as leis absurdas impostas por Calígula e perdoou todos aqueles que estiveram implicados na conjura.

Os numerosos éditos do reinado de Cláudio cobriram um grande número de questões, de conselhos médicos até ditados morais. Existem dois famosos exemplos de decretos médicos, um dos quais aconselhava o consumo do teixo para as mordeduras de serpente, e outro que fomentava as flatulências em público para melhorar a saúde. Um dos seus éditos mais famosos faz referência ao status dos escravos enfermos: Os donos abandonavam os seus escravos no templo de Asclépio para falecer, e depois reclamavam-nos se sobreviveram. Cláudio ditou que os escravos que se recuperassem desse tratamento ficariam livres. É mais, os donos que escolhessem matar o escravo em lugar de tomar o risco de abandoná-lo desse modo seriam acusados de assassinato.

Privou da liberdade aos Lícios, rasgados por lutas intestinas, e devolveu-lha aos Ródios, que mostravam estar arrependidos das suas faltas passadas, ao tempo que eximiu a Troia do pagamento de impostos. Anteriormente no seu reinado, os gregos e os judeus de Alexandria enviaram duas embaixadas após umas revoltas entre as duas comunidades. Este conflito terminou na famosa "Carta aos Alexandrinos", que reafirmava os direitos judeus na cidade mas que também lhes proibia transladar mais famílias. Segundo relata Flávio Josefo, depois reafirmou os direitos e liberdades de todos os judeus do império.

Um pesquisador da vida de Cláudio descobriu que muitos dos antigos romanos estabelecidos na cidade de Trento não eram de fato cidadãos romanos. O imperador promulgou um decreto mediante o qual deveriam ser considerados cidadãos romanos desde esse momento. Contudo, em casos individuais Cláudio, castigou a assunção ilegal da cidadania, tornando-a numa ofensa castigada com a pena capital. De forma similar, os libertos que fossem descobertos simulando ser cidadãos da ordem equestre voltavam a ser vendidos como escravos.

Devido às circunstâncias da sua ascensão ao trono, Cláudio pôs empenho em agradar o Senado. Durante as sessões ordinárias, o imperador decidiu sentar-se entre o restante de membros do Senado, respeitando nas suas intervenções o sistema de turnos. Quando promulgava uma lei se sentava entre os dois cônsules na sua qualidade de tribuno (o imperador não podia oficialmente ostentar o cargo de tribuno da plebe porque era patrício, mas a magistratura fora adotada pelos anteriores governantes). Rejeitou aceitar todos os títulos dos seus predecessores (incluindo o de Imperator) no começo do seu reinado. Permitiu ao Senado cunhar as suas próprias moedas de bronze pela primeira vez desde os tempos de Augusto e até mesmo devolveu ao controlo do Senado algumas das províncias imperiais como Macedônia ou Aqueia.

Cláudio começou uma reforma do Senado para que fosse um corpo mais eficiente e representativo. Chegou até mesmo a discutir com os senadores pela sua reticência a debater as suas propostas.

Em 47, assumiu o cargo de censor com Lúcio Vitélio. Sinalou os nomes de muitos senadores e cavaleiros que já não cumpriam com os requisitos para o cargo, embora lhes permitisse demitir antes de tomar ele as medidas oportunas. Ao mesmo tempo procurou homens elegíveis dentre as províncias. A Tabela de Lyon recolhe um discurso no qual Cláudio trata a entrada de senadores gauleses no órgão, e se dirige ao Senado de jeito reverente embora ao mesmo tempo o critique pelo desdém para estes homens. Também incrementou o número de patrícios adicionando novas famílias ao grupo de linhas aristocráticas, seguindo com o precedente criado por Lúcio Júnio Bruto e Júlio César.

Apesar de todas estas medidas, muitos senadores continuaram sendo hostis a Cláudio, e houve muitos complôs para acabar com a sua vida. Como resultado, Cláudio viu-se obrigado a reduzir o poder do Senado para poder governar com maior eficácia. A administração de Ostia foi encomendada a um procurador imperial após a construção do porto, e muitas das questões financeiras do império foram assinadas a funcionários públicos imperiais e libertos. Isto causou um ressentimento ainda maior, havendo comentários insinuando que os libertos governavam de fato o imperador.

Compartilhe o nome Claudio

Sugestão de nomes

ClaudianoCláudinoClaudionorCláusioClaudeteCláudiaClaudianaClaudinaClaudineClaudemir

© Todos os direitos reservados - Significado do Nome